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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O que quer essa mulher?

Paola Oliveira, 28, revela aqui seus sonhos e vontades

Texto Amarílis Lage • Fotos J.R. Duran • Styling Zuel Ferreira e Juliano Pessoa • Coordenação Katia Del Bianco

 Regatas e colar Gloria Coelho

“Acho que vai ser difícil”, brinca a atriz Paola Oliveira, 28, quando descobre a proposta desta entrevista: descobrir o que ela quer em diversas áreas da vida. E explica: “É como se abrisse um leque em minha cabeça. Vou passar uma semana pensando nessas perguntas e falar: ‘Sabe aquele filme que eu citei? Posso mudar? Lembrei de outro muito mais incrível!’”, diz ela, rindo.

Mas ela topa a brincadeira, inspirada na minissérie Afinal, o que Querem as Mulheres?, que estreia neste mês na Globo. O programa, cujo título remete a uma frase célebre de Sigmund Freud, mostra a história de um pesquisador disposto a desvendar o universo feminino – e que, de tanto se dedicar a sua tese, acaba se separando de sua mulher, Lívia, interpretada por Paola. “A série fala sobre o que nós queremos, homens e mulheres. Imagina colocar em uma gaveta: elas querem isso, e eles aquilo. A vida não é uma matemática”, diz Paola.

Apesar daquele aviso bem-humorado, ao longo da conversa Paola parece saber, sim, o que quer. “Para mim, a indecisão é um lugar muito difícil. Prefiro não dormir, queimar neurônios e tomar uma decisão.” Na lida com seus sonhos e planos, ela tem duas estratégias. A primeira é manter os pés no chão. “Sonho muito também, mas quero aquilo que é possível”, conta ela, que cresceu na Penha, bairro na Zona Leste de São Paulo. A segunda é estabelecer metas a curto prazo – “Falo assim: ‘Vou entrar em determinada roupa’”, exemplifica.

Para 2010, a principal meta era trabalhar em uma minissérie. Acabou sendo chamada para duas – Afinal, o que Querem as Mulheres? e As Cariocas, que estreou no mês passado. “Já consegui cumprir as metas que me coloquei para este ano”, disse Paola na entrevista. Mas 2010 ainda reservava surpresas. Na semana seguinte, no dia em que posava para as fotos desta matéria, a atriz soube que havia sido escolhida para viver a protagonista da próxima novela das oito da Globo, Insensato Coração, que estreia em janeiro. Ana Paula Arósio, que faria o papel, não compareceu às gravações e foi substituída. Paola, que viverá pela primeira vez uma protagonista no horário nobre da TV, conta que mal acreditou na notícia. “É uma felicidade misturada com um ‘Oi? Entendi direito?’. Fiquei paralisada. Foi uma surpresa”, diz ela. Sinal de que a vida, às vezes, supera mesmo nossos melhores planos. A seguir, Paola conta um pouco mais do que quer.




TER A SORTE DE UM AMOR TRANQUILO
“Quero um relacionamento tranquilo, com companheirismo, com bom humor. Sempre me perguntam: o que a encanta em um homem à primeira vista? E é bom humor. Acho que a gente muda o que quer de acordo com a idade. Antes, a gente se atém à paixão, a algo que parece intensidade, mas que é só uma chama que qualquer vento apaga. Agora, é como se essa chama fosse, talvez, não tão grande quanto antes, mas mais duradoura.”

SER MÃE (MAS NÃO AGORA!)
“Várias amigas minhas têm filhos. Acho muito bonito, mas, agora, minha agitação não me permitiria estar tão focada (no filho), como acho que é certo. Aí eu treino com afilhados: o Joaquim (o ator Joaquim Lopes, namorado de Paola) tem uma e eu tenho mais dois, então a gente corre para comprar o presente do Dia das Crianças, aí um tem o primeiro dia na escolinha, o outro aprende a contar até dez em inglês. Deixa eu treinar antes!”

TER MAIS TEMPO
“O dia podia ter mais umas seis horas. Eu dormiria umas duas a mais e faria as coisas com um pouco mais de tempo. Porque todo mundo que está à minha volta, até o Joaquim, diz: ‘Você não pensa no trânsito. Você marca às 15h na Barra da Tijuca e às 15h10 em Botafogo. Você não chega!’. Acho que eu colocaria entre meus compromissos mais meia hora para cada um (risos).”

PODER PARAR
“Gosto de fazer tudo ao mesmo tempo. Se estou ao telefone e o outro toca, atendo também; dirijo, levo todo mundo comigo e vou deixando cada um em um lugar; quero fazer todos os projetos que aparecem. Sou muito agitada com a minha vida – e com a dos outros também (risos). Gostaria de poder parar, ler mais – leio vários livros ao mesmo tempo, então demoro para terminar todos. Queria ter um botãozinho que desliga, sabe? É bom quando a outra pessoa fala: ‘Ei, para um pouco’. E cuida de você.”



ADOTAR A LIBERDADE MASCULINA
“É como se o universo masculino tivesse uma pitada de liberdade a mais. Ele pode ir a um evento de terno e tênis – o.k., ele é cool. A mulher, se for, é maluca, não está na moda... E isso não é só na moda. Eles podem ter barriguinha! Tenho a sorte de ter um namorado lindo e espetacular, mas, se ele tivesse uma barriguinha, eu diria: ‘Ah, que lindo!’. É charme, entende? A gente – pelo menos eu sou assim – não tem essa cobrança com o masculino. Já as mulheres parecem ter um ‘caminho’ a seguir. Se você não está com a unha feita, outra já comenta: ‘Ih, olha lá...’.”

ENTENDER OS HOMENS
“Tem homem que acha bonito uma mulher sexy... Mas não quer para ele! Tudo bem, você não precisa ter tudo o que acha bonito, mas deveria pensar: ‘Ah, se rolasse...’. Eu acho um mistério essa relação deles com as mulheres – o que é só desejável e o que é real, para a vida.”

TER AUTONOMIA
“Sabe uma coisa que eu me dei de presente e que me deixa muito orgulhosa? A independência. Desde a faculdade (Paola é formada em fisioterapia), meu pai me ajudava, mas não 100%. Sempre tive sede de ter voz ativa e fui conquistando isso em uma família muito patriarcal (Paola é filha de uma enfermeira e de um policial), rigorosa, com dois irmãos homens...”

Vestido Cavalera

SER CUIDADA
“Quero ter liberdade, mas também quero ser cuidada (risos). Já vi escrito sobre mim: ‘Ela é prática, resolve tudo’. É como se eu fosse fria, e sou extremamente sentimental. Ao mesmo tempo que quero ter liberdade, ter minha opinião, também quero saber que as pessoas que me questionam ou com quem bato de frente estão olhando por mim e têm um afeto real.”

MISTURAR TUDO
“Meu pai é do Nordeste e gosta de música regional. Já minha mãe gostava de Jessé, umas coisas assim... Como fui buscar minha identidade musical, ela é muito aberta. Gosto de Madonna a Philip Glass. Se eu montasse um show, colocaria no mesmo caldeirão Paul McCartney, Joss Stone e música africana. A gente tem mania de colocar as coisas em gavetas: ou sou do rock ou do samba. Isso ocorre em todas as áreas. Eu queria parar com isso.”

APRENDER A CANTAR (E TALVEZ TOCAR VIOLÃO)
“Até saíram, há algum tempo, matérias falando que eu estudava canto: já era para a pessoa saber cantar, né? Mas, nessa vida meio Rio, meio São Paulo, um curso de um ano dura cinco. Também queria tocar violão – quando eu estiver com 35 anos, a gente fala de novo sobre isso (risos).”

TER FEITO SHAKESPEARE APAIXONADO
“Acabei de rever esse filme, acho lindo. E é uma história que não tem um final feliz, mas sim o final que tinha de ter. Às vezes as coisas não são como a gente quer, e a gente tem de fazer disso uma coisa boa.”

DIZER SIM (OU NÃO)
“Se querer é poder? Ouvi tanto minha mãe dizer que não é... Há coisas que não dependem da gente, então querer nem sempre é poder, mas já é o meio do caminho. Se você não quiser, já para por ali – o ‘não’ é muito forte, assim como o ‘sim’. Dizer sim, assumir uma coisa, também é difícil.”

Vestido Gloria Coelho


Produção executiva: Kariny Grativol. Beleza: Raul Melo (Capa). Produção de moda: Dudu Farias. Cenografia: Frank Dezeuxis. Assistente de cenografia: David Santoza. Manicure: Carmen Lúcia Luiz. Tratamento de imagem: Fujocka Photodesign. Agradecimentos: Casa Real Decorações e Flores



sábado, 13 de março de 2010

Curta 'Envie aos Palhaços'


Direção: Gustavo M. D. Oliveira







Produção: Magus Cine


Curiosidades

- Paola Oliveira rodou Envie aos Palhaços entre maio e julho de 2007, após Viver Sônia, mocinha de sucesso da novela O Profeta.

- Após a novela, a atriz se dedicou a produção de curta-metragens. Nessa mesma época ela filmou Noite Fria de Felipe Adami, no qual viveu Mariá.

- Paola contou ao Close (to) Paola que aceitou o convite para participar desses projetos porque gostaria de aprender mais sobre a sétima arte. Esses foram os primeiros contatos da atriz com o cinema. Seu primeiro longa foi Rinha, filme de 2008 dirigido por Marcelo Galvão.




quarta-feira, 3 de março de 2010

Por dentro da Cama de Gato

Especial || Gravações abertas de Cama de Gato, novela das 18h.


Bastidor amigo na Globo

JULIANA FADDUL

Entre inúmeros cabos e aparelhos de filmagem, Camila Pitanga, de roupão, ajuda a cabeleireira. Já Carmo Dalla Vecchia aponta e ri para o machucado falso na boca da Miss Simpatia Paola Oliveira. Conheça os bastidores de uma gravação da novela ‘Cama de Gato’ (Globo).

“Menina, não, né, Marcos? Chama ela de Glória”, corrige Amora Mautner, diretora de ‘Cama de Gato’. “E você, Camila, fica mais perto do Marcos”, diz ela jogando o mulherão Camila Pitanga para cima do marido na ficção, Marcos Palmeira. “Ameaço ir para cima dela (Paola Oliveira) na primeira vez, aí, na segunda, eu... me segura Carmo!” diz, rindo, Camila Pitanga ao colega Carmo Dalla Vecchia.

Mas não é só descontração.

Alguns figurantes, como Cacilda Damásio de Passos, de 38 anos, aguardam com ar de cansaço na sala de espera, do lado do set de gravação. “Chegamos bem cedo, tomamos lanche, fazemos cabelo, maquiagem, gravamos a cena e só podemos ir quando a produção nos liberar. Não podemos nem caminhar pelo Projac sem os fiscais nos acompanhando”, comenta.

A filha de Cacilda, Gabrielle, de 9 anos, já fez diversas figurações. A mãe se mudou de Minas Gerais para o Rio de Janeiro com o sonho de a filha ser descoberta e virar artista fixa da Globo. “Ela já fez figuração com a Paola no filme ‘Uma Professora Muito Maluquinha’ (previsto para estrear no 2º semestre). Espero que ela seja reconhecida”, diz.

Paola Oliveira desfilava pelos bastidores com um machucado falso na boca, fruto do tapa dado por Rose (Camila) em Verônica (Paola). Mesmo vivendo a vilã, Paola foi vencedora unânime na categoria ‘Miss Simpatia’ entre os figurantes. “Ainda bem que eu ganhei, né?


Imagina se eles acham que eu sou a Verônica?”, diz ela. Já Dalla Vecchia foi votado como o mais reservado.

Mas Paola estava mesmo preocupada com a sua “vida”. Vira e mexe, a atriz anda de um lado para o outro dizendo: “Cadê a minha vida? Cadê a minha vida?”, referindo-se à pasta que contém os roteiros da novela.

Colorida como a “vida” de Paola, a pasta de Camila Pitanga tem tantos post-its, marcações e grifa-textos que dá para enxergar as anotações de longe. Pelo visto, a técnica dá certo. Quando os atores passam o texto com a diretora Amora Mautner, a morena é quem tem o melhor desempenho.

Bem-humorada e descontraída, Camila sempre dá uma mão para a cabeleireira e maquiadora Gilvete de Santos, de 43 anos. Camila passa creme, difusor, penteia, cuida do cabelo. Mas quem dá o toque final sou eu. Nenhuma artista entra em cena sem eu ter dado uma olhada”, enfatiza.

Questionada se alguém já deu ‘piti’ por causa de mudança de visual, Gilvete se diz sortuda. Ela conta que só uma atriz chorou com o corte de cabelo. “Quando trabalhei em ‘Laços de Família’ (2000), cortei três dedos daquele cabelo loiro lindo da Carla Diaz. Pequenininha, tadinha, desatou a chorar."



Cama de gato: Camila, Palmeira, Carmo e Paola gravam cenas densas

CARLA PEIXOTO


Na reta final de “Cama de gato”, Rose (Camila Pitanga) terá sua vingança contra Verônica (Paola Oliveira). No capítulo desta terça-feira, a vilã será denunciada por Gustavo (Marcos Palmeira) na delegacia e a ex-faxineira parte para cima dela. Apesar de as cenas serem tensas, as gravações, que foram acompanhadas pelo Sessão Extra semana passada, aconteceram no maior alto-astral.


- Foi a primeira cena que eu fiz machucada. Estou horrorosa, vamos combinar! — disse Paola, com chinelinho de dedo e um machucado cenográfico no canto da boca.

No ensaio com Carmo Dalla Vecchia, a atriz apareceu com uma pastinha marrom debaixo do braço. É lá que guarda os capítulos que recebe.

— Coloco o bloco de capítulos de uma semana nesta pasta. Marco as minhas cenas e dou a primeira lida em tudo. Depois leio só o que é meu para ver a sequência lógica. Sou caxias — disse Paola.

Outra atriz dedicada é Camila Pitanga. É ela quem ajuda a cabeleireira Claudia Cruz a fazer os cachos da Rose.

— Tenho que passar uma mousse. Espalho, passo um pente fino para tudo se juntar, um pente largo para soltar, seco com difusor e faço babyliss — contou Camila, que, vaidosa, pediu para o fotógrafo esperar o cintinho do vestido chegar: — Estou com essa roupa porque vim de uma cena de casamento lá do outro lado da cidade cenográfica.

Enquanto isso, Dudu Azevedo se concentrava para gravar a sequência em que Glória (Raquel Fuína) o visita na prisão. Já Marcos Palmeira, o tempo todo com o texto na mão, contou que havia levado comida para o trabalho:

— Sempre trago saladinha, tudo orgânico, da fazenda.




Perto do fim
A um mês de ‘Cama de Gato’ acabar, elenco grava cenas derradeiras dos personagens: tudo começa com a prisão de Verônica

JULIANA ALENCAR

A cena, uma acareação. Com o roteiro em mãos, Marcos Palmeira, Camila Pitanga, Carmo Dalla Vecchia e Paola Oliveira “passam” o texto que gravariam pouco tempo depois. Quem comanda o ensaio é Amora Mautner, diretora-geral da trama.

É quarta-feira, 24, mais um dia de gravações de “Cama de Gato”. O elenco central grava as primeiras cenas da virada que marcará a reta final do folhetim escrito por Duca Rachid e Thelma Guedes – cenas que serão exibidas a partir de hoje, quando a vilã Verônica é esbofeteada pela mocinha, Rose. Será o primeiro embate físico entre as personagens. “Acho que nunca havia feito uma cena de tapa na minha vida”, conta Camila, logo após o ensaio da sequência em que, com um hematoma no canto da boca, Verônica depõe sobre os crimes dos quais é acusada.

“Vocês nunca me viram tão feia”, exagera Paola, que tenta esconder o falso machucado enquanto conversa com os repórteres. “O engraçado é que ainda não gravei a cena da briga. Então faço essa outra sequência, que é posterior, antes mesmo de saber como ela será.” Só no dia seguinte à visita do DIÁRIO as atrizes gravariam a “pancadaria”.

Rumos
Faltando pouco mais de um mês para o fim da trama, Verônica será desmascarada e presa. Ex-comparsa da vilã, Roberto (Dudu Azevedo) ajuda a colocá-la atrás das grades. Mesmo redimido, ele também pagará por seus erros – numa cena gravada naquele mesmo dia, o personagem pede perdão a Glória (Raquel Fuina), que promete esperá-lo. E vem mais por aí. Rose descobrirá que é filha de Domenico (Jorge Cerutti) e o falso mendigo ajudará Gustavo a se reerguer. “Adorei essa solução. Não queria acreditar que ele fosse um fantasma ou um ET”, diverte-se Marcos Palmeira que nem desconfia o que deve acontecer com Verônica, agora que estará atrás das grades.

Já sobre o final com Rose... “Eles vão ficar juntos”, diz, sem titubear. E o Alcino? “Deve acabar mesmo com a Mari (Isabela Garcia). E morrer, claro”, aponta Carmo Dalla Vecchia, referindo-se à doença fatal do personagem. “Mas pode ser um final feliz mesmo assim.”



Post com conteúdo Jornal da Tarde; Extra e Diário de S. Paulo